Acidente Vascular Encefálico Isquêmico (AVEI)- saiba mais

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Saiba sobre o mecanismo fisiopatológico e da etiologia do Acidente Vascular Encefálico Isquêmico [AVEI]. Veja conteúdo do Medicina Atual.

Acidente Vascular Encefálico Isquêmico (AVEI)- saiba mais

Por muitos anos, o Acidente Vascular Encefálico Isquêmico – AVEi foi considerado uma doença na qual pouco se tinha a fazer para melhorar o paciente acometido.

Com o avanço nas técnicas de diagnóstico por imagem, como a melhora nas angiografias cerebrais percutâneas e o advento da tomografia computadorizada, houve um melhor entendimento do mecanismo fisiopatológico e da etiologia dessa doença.

Acompanhe o conteúdo do Portal Medicina Atual e saiba tudo sobre o AVEi.

AVEI – Acidente Vascular Encefálico Isquêmico

1 – Qual a importância do diagnóstico e tratamento precoce no Acidente Vascular Encefálico Isquêmico (AVEI)?

Por muitos anos, o Acidente Vascular Encefálico Isquêmico – AVEi foi considerado uma doença na qual pouco se tinha a fazer para melhorar o paciente acometido. Com o avanço nas técnicas de diagnóstico por imagem, como a melhora nas angiografias cerebrais percutâneas e o advento da tomografia computadorizada, houve um melhor entendimento do mecanismo fisiopatológico e da etiologia dessa doença.

Porém, a grande angústia dos profissionais envolvidos no atendimento dos pacientes com AVEi era o fato de não haver um tratamento eficaz, especialmente nas primeiras horas. Em 1995 foi publicado o estudo NINDS que, pela primeira vez, demonstrou a eficácia do tratamento trombolítico nas primeiras 3 horas do AVEi. Após essa publicação, o AVEi tornou-se uma emergência médica tempo dependente, desencadeando um enorme número de estudos clínicos visando não só o diagnóstico precoce, mas novas estratégias de tratamento na fase aguda.

Hoje sabemos que quanto antes o diagnóstico for feito e o tratamento iniciado maiores serão as chances do paciente, porque “tempo é encéfalo”. A janela de oportunidade para o tratamento do paciente com AVE na fase aguda atualmente é de 4 horas e meia.

2 – Quais são os sinais e sintomas mais comuns no Acidente Vascular Encefálico Isquêmico (AVEI)?

O quadro clínico apresentado pelo paciente depende principalmente do território arterial envolvido. Os sinais e sintomas mais comuns são:

No território carotídeo: déficit motor ou sensitivo unilateral, distúrbio de linguagem, disartria, alteração dos campos visuais, cegueira monocular;

No território vértebro-basilar: vertigem, alteração dos campos visuais, diplopia, disartria, ataxia, déficit motor ou sensitivo uni ou bilateral.

Na maior parte dos casos os sinais e sintomas iniciam-se de forma súbita. O rebaixamento do nível de consciência nas primeiras horas sugere lesões no território vértebro-basilar ou lesões extensas no território carotídeo.

3 – A apresentação clínica pode sugerir um subtipo específico de Acidente Vascular Encefálico Isquêmico (AVEI)?

Normalmente, o paciente com AVEi decorrente de doença aterosclerótica de grandes artérias apresenta fatores de risco cardiovascular, como hipertensão arterial sistêmica, diabete, dislipidemia, tabagismo e obesidade centrípeta. A história prévia de AVEi ou ataque isquêmico transitório na topografia da mesma artéria envolvida no quadro atual não é incomum. A presença de doença coronariana e arterial periférica é mais comum nesses pacientes.

Os pacientes com AVEi decorrente de doença de pequenas artérias, em sua maioria, apresentam uma síndrome lacunar. As principais síndromes lacunares são: hemiparesia ou hemi-hipoestesia pura, hemiparesia/hemiataxia e disartria associada a clumsy hand. Essas síndromes traduzem a topografia das pequenas lesões isquêmicas (<15 mm) no território dominante das artérias perfurantes, mais comumente, na região da cápsula interna, tálamo e ponte, sem comprometimento cortical. Esses pacientes frequentemente apresentam antecedente de hipertensão arterial sistêmica.

Nos pacientes com AVEi decorrente de cardioembolia, uma apresentação clínica sugestiva de comprometimento cortical, mais comumente no território da artéria cerebral média, é frequentemente observada.

1 Coordenador da Emergência do Hospital Albert Einstein – São Paulo; Mestre em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo.

4 – Qual o quadro clínico sugestivo de uma dissecção espontânea das artérias cervicais?

A dissecção espontânea das artérias cervicais é uma das causas mais comuns de AVEi em jovens. O pico de incidência ocorre na quinta década de vida e parece acometer mais a etnia branca. A história de enxaqueca prévia é comum e os fatores de risco cardiovasculares bem conhecidos, como hipertensão arterial, diabete e dislipidemia, não são comumente encontrados. O quadro clínico típico caracteriza-se por cefaleia ou dor cervical seguida por uma síndrome de circulação anterior ou posterior. O intervalo entre a cefaleia ou dor cervical e a ocorrência do AVEi normalmente varia de horas até uma semana. A ocorrência de sinais localizatórios, como uma síndrome de Horner parcial (ptose e miose sem anidrose facial), pode sugerir essa etiologia.

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