Doenças do quadril infantil Traumatologia e Ortopedia

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Doenças do quadril infantil é um dos temas de Traumatologia e Ortopedia do Portal Medicina Atual, parceiro do Residências Médicas. Confira.

Doenças do quadril infantil - Traumatologia e Ortopedia
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Doenças do quadril infantil é um dos temas de Traumatologia e Ortopedia do Portal Medicina Atual, parceiro do Residências Médicas.

Todas as características da doença, o seu desenvolvimento, sintomas, tratamento, definições, você encontra neste material para estudar ou fazer uma revisão para os concursos médicos, como a residência médica.

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Confira abaixo o conteúdo de doenças do quadril infantil

Doenças do quadril infantil

1 – Qual é a origem embrionária do esqueleto?

O esqueleto é originado do mesoderma.

2 – Como é formado o quadril do feto?

O molde cartilaginoso do fêmur já está formado até a 4ª semana e no fim da oitava semana, apoptose, localizada entre o fêmur e o osso do quadril, produz a fenda articular que irá formar esta articulação. Nas fases iniciais, 80% da cabeça são cobertos pelo acetábulo, porém, ao nascimento, em decorrência do crescimento desproporcional da cabeça, apenas 50% estarão cobertos.

3 – Quais fatores influenciam negativamente a formação normal do quadril na fase intrauterina?

Fatores que diminuem a mobilidade do quadril do feto prejudicam a sua formação. Podemos citar fatores como: o oligodrâmnio, o útero gravídico de primgestas, a gemilaridade, macrossomia fetal e a apresentação pélvica.

4 – Quais os fatores de risco para displasia do desenvolvimento do quadril?

Além dos fatores que diminuem a mobilidade fetal, destacam-se o sexo feminino e a história familiar positiva.

5 – Quais os sinais clínicos precoces da displasia do desenvolvimento do quadril?

Ao exame clínico, a instabilidade do quadril pode ser percebida pela manobra de Ortolani. A manobra de Barlow detecta um quadril luxado passível de redução. O sinal Nelaton Galeazii releva a simetria do comprimento dos membros em casos unilaterais. O sinal Peter-Badi consiste na simetria das pregas glúteas.

O sinal de Klisic consiste na ascensão relativa do trocanter maior que deixa ficar alinhado com a linha que linha a espinha ilíaca abtero-superior e um umbigo. O sinal de Hart consiste na limitação da abdução do quadril fletido e ao sinal mais confiável em pacientes após o sexto mês de vida.

6 – Quando devemos obter uma ultrassonografia do quadril do recém-nascido?

Embora esquema de triagem universal, com ultrassonografia em todos os recém-nascidos, tenha sido proposto em alguns países, no Brasil, a triagem seletiva, geralmente, é realizada em todos os pacientes com sinais clínicos ou fatores de riscos relevantes.

7 – Qual o significado do angulo alfa e do angulo beta na ultrassonografia pelo metodo de Graf?

O ângulo alfa mede a cobertura do teto ósseo do quadril, e valores maiores que 60 graus se relacionam a um acetábulo normal. O ângulo beta avalia a lateralização da cabeça de forma indireta, por meio da avaliação da posição do lábio acetabular. O normal é que esse ângulo seja menor que 55 graus.

8 – Qual a classificação dos quadris segundo o método de Graf?

classificação dos quadris segundo o método de Graf. doença do quadril infantil

9 – Qual fator limita a utilidade das radiografias do quadril no recém-nato?

No recém-nato as epífises femorais proximais ainda não estão ossificadas (issio ocorre em média após o 4º mês).

10 – Quais os parâmetros radiográficos utilizados para o diagnóstico da displasia do desenvolvimento do quadril?

O índice acetabular (ângulgo de Sharp) mede a inclinação do teto ósseo e deve ser menor que 35 graus. As linhas Hilgenhiner e Perkins delimitam os quadrantes de Ombredane, e a cabeça femoral deve estar no quadrante infero-medial, caso contrário haverá displasia. O arco de Shenton estará quebrado em aso de displasia. Além disso, na indicidência de Lawenstein a linha central do colo deve apontar para o centro da cartilagem trirradiada, o que não ocorre na displasia.

11 – Qual a epidemiologia da displasia do desenvolvimento do quadril?

Essa doença é relativamente frequente ocorrendo de 1 a 10 casos por 1000 nascidos-vivos, sendo mais comum no sexo feminino.

12 – Qual o tratamento da displasia do desenvolvimento do quadril, de acordo coma faixa etária?

tratamento da displasia do desenvolvimento do quadril infantil

13 – Quais condições relacionadas a luxações teratológicas ou secundárias dos quadris?

Artrogripose, mielomeningocele, paralisia cerebral e outras condições neuromusculares.

14 – Quais os diagnósticos diferenciais das crianças que claudicam?

  • Congênitas (DDQ)
  •  Infecciosas (artrite séptica, piomiosite, osteomielite)
  •  Tumorais (leucemia, tumores ósseos)
  •  Trauma (sd. do espancamento)
  •  Doenças próprias do quadril infantil (LCP, epifisiólise, sinovite transitória)
  • Doenças metabólicas e genéticas (osteogenese imperfeita, displasia de Meyers, hemofilia, anemia falciforme, displasia epifisária múltipla)
  • Doenças neurológicas e neuromusculares (siringomielia, distrofia muscular de Duchene)
  • Doenças reumáticas (artrite reumatoide juvenil)

15 – O que é epifisiólise?

Trata-se do escorregamento da epífise femoral proximal em relação à metáfise do colo em decorrência de uma fragilidade da fise.

16 – Qual a idade de ocorrência da epifisiólise?

A epifisiólise ocorre antes do fechamento da fise femoral proximal. Nas meninas, o pico de ocorrência é entre 11 e 13 anos e, nos meninos, entre 13 e 15 anos.

17 – Quando suspeitar de epifisiólise?

Pré-adolescentes admitidos com queixa de claudicação e/ou dores na região inguinal ou referida na face anterior na coxa ou medial do joelho devem ter sempre os quadris examinados. A presença do sinal Dreman confirma o diagnóstico.

18 – Quais os sinais radiográficos da epifisiólise?

O sinal de Tretovan consiste na migração infero medial da cabeça, que é confirmada pela ausência de cruzamento da epífise com a linha de Klein (traçada na cortical lateral do colo). O ângulo epifisio-diafisário de Southwick maior que 10 graus também é indicativo da doença. No AP é possível identificar o sinal Steel, que consiste em uma faixa de aumento de densidade na topografia do colo, em decorrência da sobreposição com a cabeça retrovertida. Perda do sinal de trígono de Carpener (sinal de Blanch) em decorrência da medialização relativa do colo e a sobreposição de imagens.

19 -Como classificar a epifisiólise?

Pode ser classificada em relação ao tempo do início dos sintomas em: aguda, subaguda e crônica (até 3 semanas, 3 a 6 semanas, mais de 6 semanas). Quanto a capacidade de apoiar o membro: estável (se for capaz de apoiar o membro) e instável (se não for capaz de apoiar o membro). Classificação radiográfica conforme o ângulo de Southweek (até 30 graus, 30 a 60 graus e maior que 60 graus).

20 – Qual o tratamento da epifisiólise?

Nos casos leves e moderados o tratamento indicado é fixação incito de urgência com 1 parafuso canulado. Nos casos graves, osteotomias corretivas geralmente são necessárias


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