Esporotricose, Criptococcose e Paracoccidioidomicose

RM

Confira o conteúdo de Infectologia: Esporotricose, Criptococcose e Paracoccidioidomicose para estudos e atualizações médica.

Esporotricose, Criptococcose e Paracoccidioidomicose

O Portal Residências Médicas, em parceria com o Portal Medicina Atual disponibiliza uma série de conteúdos médicos para estudos e atualizados de alunos da Medicina ou médicos que já atuam na profissão. Vamos, portanto, a um trecho do conteúdo de Infectologia: Esporotricose, Criptococcose e Paracoccidioidomicose.

O acesso aos materiais é gratuito, bastando apenas um simples cadastro.

Esporotricose, Criptococcose e Paracoccidioidomicose

01. Qual o agente etiológico e as principais espécies da Paracoccidioidomicose?

A paracoccidioidomicose é uma patologia granulomatosa sistêmica causada por um fungo dimórfico. As principais micoses que constituem essa micose são: Paracoccidioides brasiliensis e Paracoccidioides lutzii.

02. Em relação à epidemiologia e prevalência da paracoccidioidomicose e como descrevê-la?

Segundo os dados estatísticos os países de maior prevalência dessa patologia são: Brasil; Colômbia; Venezuela, Argentina; Uruguai. Em áreas rurais e urbanas, endêmicas e não endêmicas, a prevalência pode variar de 6 a 61%. A infecção pela paracoccidioidomicose ocorre, geralmente, antes da puberdade em alguns indivíduos e ambos os sexos são igualmente infectados. Mas, a doença crônica compromete mais adultos na faixa etária de 30 a 50 anos, sobretudo agricultores ou pessoas que viveram em zona rural, e nesse caso a incidência é maior em homens – proporção de 10 a 25 homens para cada mulher. Esse fato pode ser explicado devido à atuação do estrogênio inibindo a transformação do micélio ou conídios em levedura. O contágio entre pessoas não é conhecido, porém notificaram-se algumas esposas de pacientes altamente infectadas.

03. Como descrever a patogenia e patologia da Paracoccidioidomicose

Normalmente, há a formação de inflamação granulomatosa do tipo epitelioide no hospedeiro, contendo células fúngicas proliferativas ou/e exsudativas, e podendo resultar em necrose com número variável de neutrófilos. Observou- se, em camundongos, que ocorreu uma transformação de conídios em levedura nos alvéolos pulmonares após 12 a 18 horas de sua inalação. Então, foi demonstrado que há formação de um complexo primário envolvendo linfonodos locais e regionais e, posteriormente, sua disseminação para órgãos e tecidos através tanto da via linfática como hematogênica. A infecção parasito e célula hospedeira pode se equilibrar, mas também evoluir para doença aguda em crianças e adultos jovens, afetando o sistema fagocítico mononuclear. As lesões quiescentes podem se reativar no adulto, sobretudo no pulmão, evoluindo para a forma crônica da doença. Segundo estudos realizados em necropsias em adultos infectados, os órgãos mais afetados pela paracoccidioidomicose são: pulmões (42 a 96%); suprarrenais (44 a 80%); linfonodos (28 a 72%); faringe/ laringe (18 a 60%); e pele/mucosa (2,7 a 64%).

04. Comoco ocorre a interação fungo (Paracoccidioidomicose)- hospedeiro?

Podem ocorrer dois tipos de resposta imunológica, imune não específica e imune específica, frente à paracoccidioidomicose. A susceptibilidade genética está muito relacionada com a resposta imunológica não específica do hospedeiro. Observou-se que indivíduos infectados apresentavam maiores frequências dos fenótipos HLA A9, B13, B40 e Cw1 comparados com o grupo controle. E pacientes com a forma crônica unifocal da doença expressavam HLA DRB1*11 em comparação com outras formas da patologia. Além disso, demonstrou-se que pacientes graves diminuíam a capacidade de digerir o fungo através dos neutrófilos de lavado broncoalveolar e do sangue. Em relação à resposta imunológica específica pode-se dizer que a evolução da infecção para diferentes formas clínicas se deve a fatores ambientais, resposta imune do hospedeiro e virulência do parasita.

05. Quais são as manifestações clínicas da Paracoccidioidomicose ?

O quadro clínico do paciente tem uma ampla variedade de manifestações desde benigna até o óbito, sendo que o período de incubação é desconhecido. Algumas formas clínicas da infecção podem ser classificadas em: 1) regressiva (autolimitada); 2) aguda (tipo juvenil) de moderada a grave; 3) crônica (tipo adulto) leve, moderada, grave; 4) se apresenta sob forma de sequelas. Pacientes que tiveram infecção acidental em laboratório manifestaram os sintomas alguns dias após a inoculação. Também foi observado que o paciente de menor idade infectado tinha cerca de 3 anos, residente de área endêmica. Pacientes HIV positivos, com a forma crônica da paracoccidioidomicose e baixos níveis de células CD4 apresentavam sinais de disseminação fúngica através da via hematogênica; com características similares aos pacientes com a forma aguda da doença. Portanto, isso significa que esses pacientes tinham componentes mistos e ambas as formas da patologia.


…. continue acessando o conteúdo. Clique abaixo e faço o seu cadastro.

Leia também: Infectologia: abordagem do paciente HIV positivo


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Next Post

Simulado de Residência Médica: devo fazer?

Devo fazer um um simulado de residência médica? Neste artigo você vai saber tudo sobre as questões de provas e a importância para os estudos.