Como se define a doença renal crônica? Sabia tudo sobre a DRC

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Como se define a doença renal crônica e todos os detalhes sobre esta patologia você encontro neste artigo no formato de pergunta e resposta.

Define-se DRC pela presença de dano renal ou diminuição da função renal por três ou mais meses, independentemente da causa. A persistência do dano ou a diminuição da função por pelo menos três meses é necessária para distinguir a DRC da doença renal aguda (DRA).

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Donea Renal Crônica

1. Como se define doença renal crônica (DRC)?

A definição e a classificação das diretrizes para DRC foram introduzidas pela Fundação Nacional do Rim (NKF) em 2002. Posteriormente, sofreram pequenas modificações pelo Grupo Internacional de Diretrizes de Doença Renal (KDIGO), melhorando os resultados globais.

Define-se DRC pela presença de dano renal ou diminuição da função renal por três ou mais meses, independentemente da causa. A persistência do dano ou a diminuição da função por pelo menos três meses é necessária para distinguir a DRC da doença renal aguda (DRA).

Danos renais referem-se a anormalidades patológicas, estabelecidas por meio de biópsia renal e exames de imagem, ou inferidas a partir de marcadores, como anormalidades do sedimento urinário – presença de albuminúria –, anormalidades do sedimento urinário, anormalidades anatômicas descobertas com exames de imagem, anormalidades patológicas descobertas com biópsia renal ou história de transplante renal.

A diminuição da função renal refere-se à diminuição da taxa de filtração glomerular (TFG), que é geralmente estimada (TFGe), utilizando creatinina sérica e uma das várias equações disponíveis. Ela é identificada na maioria dos casos por uma TFGe inferior a 60 ml/min por 1,73 m2.

2. Explique por que o paciente com DRC tem que ter mais que três meses de duração do quadro clínico.

O paciente precisa desse tempo pois, antes de três meses de duração, ele pode recuperar por completo ou parcialmente a função renal. Após esse período, a chance diminui de forma substancial, tornando o quadro crônico.

3. Explique o motivo de estar ocorrendo um aumento na prevalência e na incidência da DRC.

Com o avanço no tratamento da hipertensão arterial sistêmica (HAS) e do diabetes mellitus (DM), há um aumento na sobrevida dos pacientes portadores de tais comorbidades, crescendo, consequentemente, a quantidade de complicações relacionadas com essas próprias doenças, sendo uma delas a DRC. Além disso, o aumento de sobrevida da população aumenta a prevalência de todas as doenças crônicas relacionadas com a senilidade.

4. Como a DRC deve ser classificada?

A classificação da DRC se baseia na TFG e na albuminúria:

Estágios da TFG (ml/min/1,73 m2):

• G1 ≥ 90 – normal ou alto;

• G2 60 a 89 – diminuiu ligeiramente;

• G3a 45 a 59 – de leve a moderadamente diminuída;

• G3b 30 a 44 – moderada a severamente diminuída;

• G4 15 a 29 – gravemente diminuída;

• G5 < 15 – insuficiência renal (adicionar D se tratado por diálise).

Estágios de albuminúria (mg/dia):

• A1 < 30 – normal a moderadamente aumentada (pode ser subdividida para previsão

de risco);

• A2 30 a 300 – moderadamente aumentada;

• A3 > 300 – gravemente aumentada (pode ser subdividida em nefrótica e não nefrótica

para diagnóstico diferencial, gerenciamento e previsão de risco).

5. José, 60 anos, portador de HAS há 15 anos, vem apresentando TFG de 33 ml/min/1,73 m2 de superfície corpórea e albuminúria de 285 mg/g de creatinina. Qual é sua classificação quanto à DRC?

Paciente se encontra em G3b A2.

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